Fazer política é fazer concessões e conversar, diz Lula
Presidente instalou o Conselho da Federação
Presidente instalou o Conselho da Federação
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva instalou, nesta quarta-feira (25), o Conselho da Federação
e deu posse aos seus membros. O colegiado é uma inovação no diálogo federativo
do país e conta com 18 representantes, em composição paritária dos poderes executivos,
das esferas federal, estaduais, distrital e municipais.
“Fazer política é
um processo sistemático da gente fazer concessão, de conquistar, de conversar”,
disse Lula. “Se a gente não fizer esse exercício, a gente não constrói a
democracia”, acrescentou.
A criação do
conselho foi pactuada em janeiro deste ano com o objetivo de ser um
instrumento para discussão das agendas prioritárias do país, e instituído por
decreto, tendo como principal atribuição “subsidiar e promover a articulação, a
negociação e a pactuação de estratégias e de ações de interesses prioritários
comuns, com vistas ao desenvolvimento econômico sustentável e à redução das
desigualdades sociais e regionais”.
Para Lula, o
governo federal deve estar a par dos problemas do país e compartilhar as
soluções. E citou, como exemplos, a seca na Amazônia e a violência
no Rio de Janeiro, que, segundo ele, “é um problema do Brasil”.
“Nunca perguntei de
que partido era o prefeito, o governador, não me interessa. O que me interessa
é saber se ele foi eleito democraticamente para dirigir os interesses do povo
do seu estado. Cabe ao presidente, pura e simplesmente, acabar com divergências
pessoal e partidária e fazer o que tem que fazer pro povo do estado”, destacou.
Para o presidente,
é preciso “desempinar o nosso nariz, olhar para as pessoas com humildade e
conversar”.
“Esse país precisa
de paz, harmonia, estabilidade econômica e social, de previsibilidade, de gente
que, com muita humildade, cumpra com sua função e deixe de falar mal dos
outros”, disse.
Presidido pelo
presidente da República, no âmbito federal, o conselho conta ainda com o
vice-presidente Geraldo Alckmin e os titulares da Secretaria de Relações
Institucionais, da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e
Orçamento. No âmbito regional, são seis representantes dos governos estaduais,
sendo um de cada consórcio regional e um do Fórum Nacional de Governadores; e
seis representantes das entidades nacionais de prefeitos, que são a Frente
Nacional de Prefeitos, a Confederação Nacional dos Municípios e a Associação
Brasileira de Municípios.
Representante do
fórum de governadores, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra,
disse que a plenária do conselho é a “fotografia da democracia”.
“A nossa
Constituição coloca muito claramente um princípio muito importante que é o da
independência e da autonomia entre os poderes. Assim também o é com os estados
e municípios. Mas a autonomia e independência não pode, nem deve, nunca, se
sobrepor à harmonia que se faz necessária naquilo que diz respeito aos
interesses legítimos do povo brasileiro. E é esse o chamamento do Conselho da
Federação”, disse.
A governadora
defende que a reforma tributária e a retomada das políticas sociais são temas
que devem ser tratados com prioridade no colegiado.
Após a instalação, houve a primeira reunião do colegiado.
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